China – Uma potência mundial

HISTÓRIA

Comunidades agrícolas neolíticas, precursoras diretas da civilização chinesa, floresceram cerca de 7500 a.C. no sul da China e nas zonas do loesse do norte e do nordeste, com as culturas do milho e arroz (veja mapa).

O início da agricultura por volta de 6000 a. C. Fonte: Atlas  de História Mundial, 1999, p. 63.

A civilização chinesa surge por volta de 2000 a.C., nas margens do rio Azul (Yang­tsé ou Yangzi). Torna-se um vasto império no século II a.C., época em que se inicia a construção da Grande Muralha pelo Estado Qin que domina toda a China. Mantém contato com o ocidente apenas depois do século XIII, por intermédio de mercadores, como o ve­neziano Marco Polo. No século XVI chegam os portugueses, que fundam Macau.

DOMÍNIO OCIDENTAL

A partir do século XIX, a influência ocidental causa grande impacto sobre o Império Chinês. Em 1820, os bri­tânicos obtêm exclusividade de comércio no porto de Cantão. Interesses comerciais opõem China e Reino Unido e levam-nos às duas Guerras do ópio (1839/1842 e 1856/1860). Vitoriosos, os britânicos ga­rantem o monopólio do comércio da droga, a abertura de cinco portos chineses ao Ocidente e a posse de Hong Kong. Em 1844, os Estados Unidos (EUA) e a França conquistam privilégios comerciais. A Rússia ocupa, em 1858, territórios no norte. Em 1885, a China cede Anã (Vietnã) à França e, dez anos depois, perde a península da Coreia e Taiwan (Formosa) para o Japão. A submissão da dinastia manchu à interven­ção externa provoca, entre 1898 e 1900, a Guerra dos Boxers, revolta dos nacionalistas contra estrangeiros e missionários cristãos. A rebelião foi o último suspiro da Dinastia Tsing, sufocada com a ajuda de tropas ocidentais e japonesas.

FIM DO IMPÉRIO

Em 1908, o médico Sun Yat-sen funda o Partido Nacionalista (Kuomintang), em oposição à monar­quia e à hegemonia estrangeira. Apoiado por militares é proclamado presidente provisório em 1911, mas a república não alcança todo o país, que entra em longo período de guerra civil.

A morte de Sun Yat-sen, em 1925, pro­voca luta pelo poder no Kuomintang. A facção vitoriosa, liderada por Chiang Kai-chek, une-se ao Partido Comunista Chinês (PCCh) – fundado em 1921 – contra os senhores feudais do norte do país (veja mapa que segue). A aliança dura até 1927, quando uma insurreição operária em Xangai é repri­mida com violência pelo Kuomintang. Os comunistas, liderados por Mao Tsé-tung, são colocados na clandestinidade.

Fonte: Atlas  de História Mundial, 1999, p. 260.

Debilitada, a China não resiste ao Japão, que, em 1931, invade a Manchúria e implanta o Estado Manchukuo em 1934. Para escapar ao cerco do Kuomintang, 90 mil co­munistas.liderados por Mao, deslocam-se quase 10 mil quilômetros rumo ao norte. É a Grande Marcha (1934/1935), que dá prestígio e di­mensão quase mítica aos comunistas.

Setas indicando a Grande Marcha feita pelos comunistas entre 1934/35.

COMUNISMO

Diante do avanço japonês, o Kuomintang e o PCCh fazem nova aliança em 1936. Com a rendição do Japão, no fim da II Guerra Mundial, recomeçam os com­bates entre comunistas e nacionalistas. Em outubro de 1949, os comunistas proclamam a República Popular da China, com Mao Tsé-tung como dirigente supremo. Chiang Kai-chek foge para Taiwan (Formosa), onde instala a República da China.

Fonte: Atlas  de História Mundial, 1999, p. 261.

Pouco antes, Em 11 de março de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman (1884/1972) fez um discurso propondo a concessão de créditos para a Grécia e a Turquia, com o objetivo de sustentar governos pró-ocidentais naqueles países. O principal objetivo geopolítico da Doutrina Truman era conter o socialismo, impedindo o expansionismo da União Soviética, criando alianças militares como a Organização do Tratado do Atlântico Norte _ OTAN.  A aplicação da Doutrina Truman à Ásia determinava a configuração do “cordão sanitário” em torno da China e estimulava a aproximação Pequim-Moscou.

Entenda o Cordão Sanitário – A tomada do poder em Pequim (set. 1949) pelos comunistas liderados por Mao repercutiu sobre a Coreia que tinha sido anexada ao Japão em 1910. Depois da derrota japonesa na II Guerra, a península coreana foi dividida em uma zona de ocupação soviética, ao norte, e uma zona de ocupação americana separada pelo paralelo 38º. Em julho de 1950, tropas norte-coreanas penetram pelo paralelo 38º e decidem unificar o país.  Os norte-americanos imprimiram uma contra ofensiva chegando até as proximidades da fronteira chinesa. Em 1953 foi assinado na vila de Panmunjon (situada entre as duas Coreias), o armistício de mesmo nome produziu o cessar fogo. O sistema de alianças asiáticas dos EUA, formando a Organização doTratado do Sudeste Asiático (SEATO) comporto por EUA, Grã-Bretanha, França, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Tailândia e Paquistão, além de proteção a três estados indochineses não comunistas: Vietnã do Sul, Laos e Camboja.  A SEATO  contribuiu para a configuração  de um “cordão sanitário” em torno das potências comunistas, e em contraponto à “cortina de ferro”  europeia surge a expressão “cortina de bambu”.

A partir da Revolução Comunista, a China continental é reorganizada nos moldes comunistas, com coletivizarão das terras, nacionalizarão das empresas estrangeiras e controle estatal da economia. Em 1950, a China assina tratado de amizade com a União Soviética (URSS) que se resume em alinhamento a Moscou que vai durar até o ano de 1965. No mesmo ano de 1950, a China ocupa e anexa o Tibete.

Após a morte do ditador soviético Josef Stálin, em 1953, Mao enfatiza sua autono­mia em relação à URSS. Em 1956 lança a Campanha das Cem Flores, para estimular críticas da população à burocracia partidá­ria. Quando essas críticas ultrapassam limi­tes considerados toleráveis, o regime reage com a Campanha Antidireitista.

Milhares de intelectuais são perseguidos, presos e mortos. Em seguida Mao lança outra campanha: o Grande Salto para a Frente (1958/1960), que pretendia transformar rapidamente a China em nação desenvol­vida e igualitária. Os camponeses são obri­gados a se juntar em gigantescas comunas agrícolas. Siderúrgicas improvisadas são instaladas por toda a parte. O “salto” leva à total desorganização econômica e também a Mao Tsé-Tung perder a liderança interna na China. Milhares de camponeses morrem de fome.

REVOLUÇÃO CULTURAL

A cúpula do PCCh afasta Mao da condução dos assuntos internos. Outros veteranos da revolução, como Liu Shaoqi e Deng Xiaoping, assu­mem a direção do partido. Mao continua a chefiar a política externa. Crescem as críticas à URSS, que reage e suspende a ajuda econômica e militar, em 1960.

Em 1964, a China detonou sua primeira bomba atômica e, três anos depois, a de hidrogênio; e a União Soviética não aceitou perder a hegemonia nuclear no bloco socialista. Esse fato decisivo, somado às divergências quanto ao modelo de socialismo, acabou provocando o rompimento entre a União Soviética e a China, em 1965.

Em 1966, Mao lança uma ofensiva pa­ra voltar ao poder: a Grande Revolução Cultural Proletária. A população – em especial a juventude – é instigada a se rebelar contra as autoridades, acusadas de burocratização. Cerca de 20 milhões de estudantes formam as Guardas Vermelhas, que fazem perseguições em grande escala Mas o pacto com as guardas acaba em 1969, quando Mao usa o Exército para liquidar seus aliados, agora acusados de extremismo. Aos poucos, a ala reformista do PCCh reconquista posições e, após a morte de Mao, em 1976, assume o poder.

REFORMAS ECONÔMICAS

Com Deng Xiaoping à frente do governo, o país, em 1978, adota a política das Quatro Grandes Modernizações (da indústria, da agricultura, da ciência e tec­nologia e das Forças Armadas). São criadas em 1984 Zonas Econômicas Especiais (ZEEs – vide mapa), abertas a investimentos estrangeiros, e incentiva-se a propriedade privada no campo. O modelo propicia grande crescimento econômico à China a partir de 1978.

MASSACRE DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

A abertura na economia estimula a luta por democracia. Em 1986, Hu Yaobang, secretário-geral do partido desde 1982, é acusado de “desvios liberais” e substituí­do por Zhao Ziyang. A morte de Hu, em abril de 1989, desencadeia uma onda de protestos. Os estudantes exigem a rein­tegração póstuma de Hu ao partido. Em maio, centenas de milhares de estudantes fazem manifestações contra a corrupção e exigem abertura política. Os jovens reúnem-se na praça da Paz Celestial, em Pequim, onde estão instalados os principais órgãos do poder. Em junho, o Exército atira contra os estudantes. A imprensa estrangeira estima entre 2 mil e 5 mil o número de mortos.

Ao meio-dia, uma coluna de pelo menos 14 tanques avançava pela avenida Chang’an (Rua da Paz Longa, em chinês). No sentido oposto, um homem, vestindo calças pretas e camisa branca, carregando duas sacolas, uma em cada mão, pára em frente ao comboio e faz um movimento com o braço direito sinalizando para que interrompam o avanço. O primeiro tanque freia a cerca de 3 metros do homem. O segundo e o terceiro que aparecem na imagem param logo atrás…

ASCENSÃO DE JIANG ZEMIN

Deng Xíaoping morre em 1997, aos 92 anos. Seu suces­sor, Jiang Zemin, mantém a política de reformas econômicas. Nesse mesmo ano, o PCCh rompe um princípio básico do co­munismo, a propriedade estatal dos meios de produção, e anuncia gigantesco progra­ma de privatizações. Ao mesmo tempo, o partido reforça o controle político sobre o país. O governo reprime duramente a seita religiosa Falun Gong. Receoso de que sua popularidade enfraqueça o PCCh, bane a seita em 1999 e prende milhares de fiéis.

FATOS RECENTES

Após 15 anos de negociações, a China torna-se membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), em dezembro de 2001. Com isso, o país abre seu mercado às importações e permite a entrada do capital estrangeiro em setores antes pro­tegidos, como bancos e telecomunicações. Em troca, amplia o acesso dos produtos chineses ao mercado mundial.

NOVAGERAÇÃO

No 16° Congresso do PCCh, em 2002, o vice-presidente, Hu Jintao, é conduzido à chefia do partido. Em março de 2003 é eleito presidente do país pelo Congresso Nacional do Povo. Wen Jiabao substitui Zhu Rongji como primeiro-mi­nistro. O novo governo tem como foco a manutenção da estabilidade econômica conquistada nos últimos anos.

MISSÃO ESPACIAL

Em outubro de 2003, a China torna-se o terceiro país a enviar uma missão tripulada ao espaço. Novos lançamentos são feitos em 2005 e 2008. Em outubro de 2007. o país envia seu primeiro satélite para a órbita lunar.

TRÊS GARGANTAS

Em maio de 2006, a China inaugura a usina de Três Gargantas. no rio Yang-tsé, que passa a ser a maior hidrelétrica do mundo, superando a de Itaipu. O complexo custou mais de 25 bilhões de dólares e faz parte do esforço chinês para suprir a demanda por energia renovável e reduzir a dependência por carvão e petróleo. O projeto é criticado. porém, por seu custo humano e ambiental – milhões de pessoas são retiradas da área e há risco de catástrofe ambiental.

Foto de satéite da usina de Três Gagantas Fonte: http://www.apolo11.com/…/ikonos_3_gargantas_500.jpg

CORRUPÇÃO E CENSURA

Em 2006, ao menos 17 mil pessoas são afastadas de cargos públicos por corrupção. Em setembro de 2007, os primeiros réus são condenados a penas que variam de três anos de deten­ção a prisão perpétua. Em setembro de 2006, o governo chinês obriga agências de notícias internacionais a submeter ao crivo da agência estatal chinesa as infor­mações que serão divulgadas. A censura à internet é intensificada em 2007 (Em março de 2010, Qin Gang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, afirmou que um conflito de censurar o Google e o governo do país não vai afetar as relações com os EUA).

PENA DE MORTE

Em janeiro de 2007 entra em vigor uma reforma no sistema penal, pela qual só a Suprema Corte pode autori­zar a pena de morte. O objetivo da medida é reduzir o número de execuções (Segundo a Anistia Internacional (AI), que contabiliza as execuções anunciadas na imprensa, a China foi responsável por 1.700 das 2.400 execuções registradas no mundo em 2008).

REFORMAS

Em março de 2007, após 13 anos de debate, o Congresso Nacional do Povo aprova lei que garante à propriedade privada os mesmos direitos da propriedade estatal. Em junho, o Parlamento aceita mudanças na legislação trabalhista que aumentam a proteção aos trabalhadores. Em agos­to, é aprovada legislação antimonopólio, que submete as empresas estrangeiras a um controle do governo chinês antes de efetuar fusões e aquisições no país. Em outubro de 2008, são anunciadas outras grandes mudanças: uma amplia de 30 para 70 anos a vigência da concessão de terras; outra autoriza a comercialização do direito de uso da terra. Na prática, elas favorecem a formação de propriedades maiores e mais produtivas, assim como aceleram a urbanização do país.

PRODUTOS CHINESES

Condenado à pena de morte por receber propina para aprovar licenças para novos remédios, Zheng Xiaou, ex-diretor da agência de saúde, é executado em julho de 2007. O caso está ligado à crise de credibilidade por que passa a indústria chinesa. No decorrer do ano, vários países retiram do mercado produtos chineses inadequados ao consumo ou nocivos à saúde.

JINTAO FORTALECIDO

O 17° Congresso do PCCh, realizado em outubro de 2007. con­solida o poder de Hu Jintao, ao nomear lideranças mais próximas ao presidente. O congresso define como diretriz uma preocupação maior com as disparidades sociais e regionais, com o meio ambiente e com o controle da economia.

TERREMOTO

Situação Geográfica do terremoto de Sichuan. Fonte: comendodepalitinho.blogspot.com/

Municípios da província de Sichuan, no sudoeste, são atingidos por um forte terremoto, em maio de 2008, que mata cerca de 70 mil chineses – incluindo 10 mil crianças, cujas escolas desmoronaram. O governo anuncia, em novembro, que investirá 400 bilhões de dólares até 2010 para a reconstrução de edifícios na área afetada.

JOGOS OLÍMPICOS

De 8 a 24 de agosto, ocorrem os Jogos Olímpicos de Pequim. Fortemente elogiadas no aspecto técni­co e de infraestrutura, as Olimpíadas são, porém, criticadas pelo gigantesco aparato de segurança. 100 mil policiais, 300 mil câmeras de vigilância e restri­ções ao trabalho da imprensa, mesmo a internacional. A presença de 80 líderes de países na abertura reforça o prestígio do governo chinês.

LEITE CONTAMINADO

Estoura em setembro um escândalo relacionado à venda de leite em pó contaminado – causando a morte de seis crianças e provocando problemas urinários em 294 mil. Autoridades chine­sas são acusadas de postergar a divulgação do problema e o recolhimento dos pro­dutos por causa dos Jogos olímpicos de Pequim. Em janeiro de 2009.21 pessoas são condenadas por envolvimento no caso, duas delas à pena de morte.

DIÁLOGO COM TAIWAN

Em novembro, os governos da China e de Taiwan avançam nas negociações de reaproximação ao acertar o restabelecimento das ligações postais, aéreas e marítimas. Líderes dos dois lados também começam a negociar um acordo de livre comércio, em maio de 2009.

CRESCIMENTO E CRISE ECONÒMICA

Desde a implantação do “socialismo de mercado” em 1978, a média de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) da China é de 9%. Em 2007, o crescimento registrado foi de 11,4%, o maior em 13 anos (veja figura que segue). O total de bens e serviços produzidos pelo país foi calculado em cerca de 3,4 trilhões de dólares. Com isso, a China  ultrapassou a Alemanha passando a terceira economia do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (EUA) e do Japão.

Fonte: Guia do Estudante, 2010. Importante ressaltar que esse gráfico passou a ser considerado ultrapassado pela notícia de agosto/2010, quando a China passou a ser a segunda potência mundial trocando de lugar com o Japão.

O modelo de desenvolvimento adotado se baseia na abundância da mão-de-obra mal remunerada (veja comparação na figura que segue), na distribuição de subsídios estatais (a ajuda do governo aos produtores), na atração de investimentos estrangeiros, na instalação de fábricas montadoras (que importam peças e montam produtos) e na exportação de mercadorias baratas.

Fonte: Guia do Estudante, 2008.

A economia chinesa desacelera em razão da crise financeira global no segundo semestre de 2008. A taxa de crescimento do país no ano cai a 9%. o menor índice desde 2001. Na tentativa de reaquecer a economia, o governo libera, em novem­bro, um pacote de 585 bilhões de dólares, destinado a obras de infraestrutura, que criam empregos na construção civil, além de ajudar a indústria. Outras medidas adotadas incluem o corte de impostos e a redução das taxas de juro, para facilitar o crédito e estimular o consumo interno.

DESEMPREGO

Em fevereiro de 2009, a desaceleração do comércio internacional derruba as vendas do país ao exterior em 25%, na comparação com 2008. A economia ainda avança, mas o cresci­mento de 6,1% no primeiro trimestre é o pior resultado em 17 anos. Como con­sequência, empresas fecham as portas e aumenta drasticamente o número de desempregados.

Nos últimos anos, milhões de campo­neses deixaram sua vila para trabalhar em fábricas nas cidades. O governo es­tima que mais de 20 milhões de chineses nessa situação tenham perdido seu em­prego e retornado ao campo em 2009. Especialistas acreditam que a China pre­cisa crescer pelo menos 8% ao ano para criar empregos em número suficiente para atender os migrantes rurais.

RELAÇÕES COMERCIAIS

Em fevereiro de 2009, a China assina com a Rússia um acordo de 25 bilhões de dólares que ga­rante o fornecimento de petróleo ao país pelos próximos 20 anos. No mesmo mês, o vice-presidente Xi Jinping faz uma viagem pela América Latina, incluindo o Brasil, num esforço para aumentar a presença chinesa na região. Os dois países assinam um acordo pelo qual o Brasil irá fornecer petróleo à China em troca de empréstimos para a exploração das reservas localizadas na camada pré-sal na costa brasileira. Outra estratégia do governo chinês é aproximar-se dos países africanos. Estatísticas oficiais indicam que o investimento direto da China na África aumentou de 491 milhões de dó­lares em 2003 para 7,8 bilhões de dólares em 2008.


SECA E TUFÃO

Em fevereiro, o governo declara alerta máximo na região norte por causa da seca, que prejudica o fornecimento de água potável para 4,4 milhões de pessoas e afeta mais de 10 milhões de hectares de plantação. O tufão Marakot atinge o sul do país em agosto. obrigando 1 milhão de pessoas a abandonar sua casa.

RELAÇÕES COM OS EUA

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, visita Pequim, em fevereiro, numa viagem focada em economia e mudanças climá­ticas. Em novembro, o presidente norte­americano Barack Obama também vai à China e defende a liberdade de expressão e o fim da censura à internet. O discurso de Obama, no entanto, é censurado pelo governo chinês e não é divulgado nos meios de comunicação do país.

REFORMA DA SAÚDE

Em abril, o governo anuncia um plano para universalizar o sistema público de saúde até 2020 na China o acesso aos hospitais é pago. A reforma prevê ainda investimentos de 290 bilhões de dólares na construção de cente­nas de hospitais e clínicas e distribuição de medicamentos a preços acessíveis.

DIREITOS HUMANOS

No mesmo mês é lançado o primeiro plano sobre direitos humanos no país. Entre outras medidas, o documento prevê garantia de julgamentos justos, tratamento adequado aos detentos, proteção às minorias e ampliação do aces­so da população à informação. Em julho. o governo anuncia mudanças na legislação para restringir a pena de morte somente aos crimes graves. Além disso, todos os condenados à morte terão sua pena revis­ta, com o objetivo de diminuir o número de execuções no país. A China não divulga números oficiais, mas, de acordo com a organização Anistia Internacional, o país foi responsável, em 2008, por 1.718 mortes, o que corresponde a 72% de todas as execuções do mundo.

GASTOS MILITARES

Em junho, relatório do Instituto Estocolmo de Pesquisa sobre Paz Internacional, da Suécia, indica que a China tem o segundo maior orçamento militar do mundo. As despesas com defe­sa, que chegam a 85 bilhões de dólares, quadruplicaram nos últimos dez anos. O governo chinês alega que os movimentos separatistas no Tibete e o risco de indepen­dência de Taiwan são ameaças à segurança do país. Outro foco de preocupação para as autoridades são os conflitos étnicos em Xinjiang.

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA

As medidas ado­tadas pelo governo chinês para comba­ter a crise começam a surtir efeito no segundo semestre de 2009. No terceiro trimestre, o PIB cresce 8,9%, e, em outu­bro, os investimentos diretos estrangeiros no país voltam a subir, registrando alta de 5,7%. No mesmo mês, aumentam a produção industrial e as vendas no varejo. A expectativa é que o PIB aumente 8,4% em 2009 – resultado abaixo da média dos anos anteriores, mas superior às estimativas mais pessimistas do início do ano. A preocupação é se a economia vai conseguir manter o ritmo de crescimento quando o pacote de estímulo do governo chegar ao fim, a partir de 2011.

REGIÕES ADMINISTRATIVAS ESPECIAIS

HONG KONG

HongKong volta à soberania da China em 1° de julho de 1997, com status de Região Administrativa Especial, após 156 anos de domínio britânico. Com a transfe­rência, a China amplia seu poderio econô­mico, já que Hong Kong é um dos maiores mercados financeiros do mundo e possui o porto mais movimentado da Ásia.

A devolução segue o lema “um país, dois sistemas” (comunista e capitalista). Hong Kong deverá manter, pelo menos até 2047, seu sistema econômico e autonomia administrativa. A China responderá pela política externa e pela defesa.

CONTROLE BRITÂNICO

A ilha de Hong Kong foi cedida ao Reino Unido em 1842, com a derrota chinesa na I Guerra do ópio. A península de Kowloon passa para o controle britânico em 1860, e os Novos Territórios são arrendados em 1898. Nos anos 1960, HongKong elimina impostos e encargos so­ciais para atrair investimentos externos.

REINTEGRAÇÃO À CHINA

Em 1997, o empre­sário Tung Chee-Hwa é escolhido chefe do Executivo pelo governo chinês. como prevê a lei. Em 2002 obtém novo mandato. No mesmo ano, 500 mil pessoas protestam contra o anúncio de um projeto de lei que amplia o poder do Executivo. Meses depois, Tung susta a tramitação do projeto.

ELEIÇÕES

Em 2003, na eleição para os conselhos distritais, o oposicionista Partido Democrático (DP) conquista 93 dos 120 bairros em que disputa. Estavam em jogo 326 cadeiras por eleição direta, enquanto 102 são ocupadas por indicação de Tung Chee-Hwa. No mesmo ano é derrotada a moção apresentada por James To (DP), no Conselho Legislativo de Hong Kong, que prevê a instauração da democracia na ilha.

Em 2004, o Parlamento chinês veta a eleição direta para o chefe do Executivo local em 2007 e para os 60 membros do Conselho Legislativo (apenas metade é eleita diretamente) em 2008. Em setembro, os partidos pró-democracia elegem 18 de­putados, contra 12 dos partidos pró-Pequim, nas 30 cadeiras eleitas diretamente para o Legislativo. No resultado final, que inclui as 30 vagas preenchidas por escolha indireta, o governo chinês obtém 34 deputados, contra 25 da oposição e um independente. Em março de 2005, problemas de saúde levam Tung Chee-Hwa a pedir demissão. Em junho, Donald Tsang é indicado para ser o novo chefe do Executivo.

TSANG REELEITO

Em 2007, Tsang é reeleito pelo comitê eleitoral. Em setembro de 2008, nas eleições legislativas, a oposição obtém 24 vagas das 30 em disputa para o Conselho Legislativo. Mesmo majoritária no voto popular, a oposição continua em minoria no Conselho Legislativo, já que as demais vagas são ocupadas por parlamen­tares indicados pelo governo chinês.

CRISE

Atingida pela crise econômica mun­dial, Hong Kong entra em recessão, em novembro. No primeiro trimestre de 2009, a economia recua 7,8%, o pior resultado desde a crise asiática de 1998. No trimestre seguinte, Hong Kong sai da recessão.

MACAU

O território está encravado no sudeste chinês e inclui a península de mesmo nome e as ilhas de Taipa e Colôane. Com população de maioria chinesa, vive do jogo e do turismo.

CONTROLE PORTUGUÊS

Em 1557, Portugal estabelece um entreposto comercial na região, que, em 1951, se torna província ultramarina. Em 1986, portugueses e chine­ses chegam a um acordo para a devolução. Macau torna-se Região Administrativa Especial com autonomia, exceto nos as­suntos de defesa e política externa. O status será mantido por 50 anos.

DEVOLUÇÃO

O chefe do Executivo da região, Edmund Ho, é nomeado em 1999, ano em que Macau é transferido pacificamente para a China. Em 2007, centenas de pessoas saem às ruas para pedir democracia no território. Em março de 2009, entra em vigor uma nova lei de segurança que prevê prisão a quem se rebelar contra o governo chinês. Em julho, Fernando Chuí é escolhido como novo chefe do Executivo.

Taiwan, Tibete e as regiões especiais

As forças derrotadas por Mao Tsé-tung em 1949 fugiram para a ilha de Taiwan, ao sul da China, formando um território capitalista que se proclama como o verda­deiro governo chinês e é considerado pela China comunista uma província rebelde. Taiwan recebeu investimentos dos EUA que financiaram o desenvolvimento da indústria. Com a entrada da China na ONU, em 1971, Taiwan teve de sair do organismo, rompendo relações diplomáticas com qua­se o mundo todo. Diante das aspirações separatistas da ilha, o governo chinês chegou a ameaçar entrar em guerra com Taiwan. Mas o comércio externo se inten­sificou, e, nos últimos meses, há sinais de reaproximação. 0 transporte marítimo vem sendo liberado aos poucos, e já exis­tem voos diretos entre China e Taiwan.

Hong Kong, ex-protetorado britânico devolvido à China em 1997, e Macau, ex­território português restituído em 1999, são regiões administrativas especiais que mantêm a economia de mercado. Nelas, o governo central de Pequim controla os assuntos de defesa e política externa e deixa que sigam com as mesmas regras de economia de mercado que vigoravam antes da reintegração à China continental.

Já o Tibete (veja mapa), território de tradição budis­ta com status de região autônoma, foi anexado à China em 1950. Nos primeiros anos de ocupação, o governo comunista destruiu monastérios e tentou suprimir a identidade do povo tibetano. Por causa disso, Tenzin Gyatso, o 14° datai-lama, líder dos tibetanos, vive no exílio desde 1959. Ele tem corrido o mundo em defe­sa da autonomia do Tibete e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989.

Fonte: 1.bp.blogspot.com/…/s400/CHINA+TIBET.jpg

XINGIANG

Xinjiang é um vasto território desértico de 1,7 milhão de quilômetros quadrados na antiga Rota da Seda, sem o qual a China, terceiro maior país do mundo, seria menor que o Brasil, o quinto. Localizada no extremo oeste, na fronteira com Paquistão e Afeganistão, Xinjiang ocupa uma área equivalente a 17% do território chinês, mas abriga apenas 1,5% da população da China, de 1,3 bilhão. Além de ser a maior do país, a província é estratégica por concentrar 15% das reservas nacionais de petróleo e 20% das de gás.

Nessa província gigante que faz fronteira com oito países, da Rússia à Caxemira disputada com a Índia, é que se concentram as verdadeiras dores de cabeça do regime chinês. O Tibete é mais famoso, graças à mística de seus mosteiros budistas, à fama do dalai-lama e ao esplendor do Himalaia. Mas os tibetanos, em sua placidez lamaísta, não têm ambições separatistas. Os muçulmanos uigures são uma história diferente. Xinjiang é povoada por 20 milhões de habitantes de 47 etnias, dos quais 8,3 milhões são uigures – muçulmanos de língua turca.

Com língua, religião e identidade étnica mais próxima aos povos da Ásia Central do que aos chineses do leste da China, os uigures representavam um desafio ao desejo do Partido Comunista de restabelecer o território que a China tinha durante o império e havia sido desagregado durante a guerra civil que chegou ao fim em 1949. A solução foi estimular a migração dos han para província, dominada por desertos e montanhas.

Hoje, a etnia han, majoritária no país, representa 41% da população de Xinjiang. Os uigures, que antes representavam 74%, passaram para 45%. Os restantes 14% pertencem a outras minorias étnicas. Os imigrantes concentraram-se na capital, Urumqi, e tornaram-se a elite econômica, o que nutre o ressentimento dos uigures contra os han e o governo. Além dos uigures, vivem na região integrantes das etnias han, casaque, hui, mongol, quirguiz, tajique, xibe, ozbek, mandchu, daur e tártara, além de russos.

Por séculos, as principais atividades econômicas da região vinham sendo a agricultura e o comércio, com cidades como Kahshgar prosperando como entrepostos da famosa Rota da Seda. No começo do século 20, os uigures chegaram a declarar independência. Mas, em 1949, a região passou a ser controlada pela China comunista. Oficialmente, Xinjiang é uma região autônoma da China, como o Tibete, que fica mais ao sul.

As revoltas se intensificaram em 1990, logo após a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão e da independência das três ex-repúblicas Soviéticas na fronteira com Xinjiang – Casaquistão, Tajiquistão e Quirguistão. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA, Pequim reforçou a repressão em nome da luta antiterrorista.

Xinjiang abriga grupos militantes capazes não de desestabilizar, mas de incomodar Pequim. Os uigures são maioria na região, e o Movimento Islâmico do Turquestão do Leste (MITL) quer torná-lo em país independente. Pequim diz que militantes uigures vem realizando uma campanha violenta pela independência da região, com ataques a bomba, sabotagem e incitando a população à revolta. Desde os ataques de 9 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, a China vem acusando separatistas uigures de manter ligações com a Al-Qaeda. O governo chinês diz que os uigures foram treinados e doutrinados por militantes islâmicos no Afeganistão, mas há poucas evidências que confirmem essas afirmações.

Mais de 20 uigures foram capturados por militares americanos na sua invasão ao Afeganistão em 2001. Apesar de terem sido mantidos na prisão de Guantánamo por seis anos, estes uigures nunca chegaram a ser formalmente indiciados. (Texto sobre Xingiang com Cláudia Trevisan e Lourival Sant’ Anna, de O Estado de S. Paulo, e BBC Brasil)

Fonte: Adaptado do Almanaque Abril 2010, p. 427-431 e Guia do Estudante, 2010, p. 90-95. Algumas figuras foram salvas sem a anotação da referência. Se o leitor as tiver favor acusar para podermos dar os créditos devidos.

9 Respostas to “China – Uma potência mundial”

  1. Patricia Helena Says:

    Olá prof. Marcos, acessei seu blog e achei ótimo, ajudou no meu estudo já que estou no úlimo ano de geografia.
    Parabéns pela iniciativa.
    abraço

  2. Pelo que sei, e com todo o respeito à competente Geógrafa, a China é potência mundial no PIB e nas Forças Armadas. A verdade é que 600 milhões de chineses estão na era da globalização, gozando, portanto, de seus benefícios e bem-estar. Os outros 700 milhões são pobres, muito pobres, e passam, mesmo, necessidade. Nem mesmo o título de “emergente” deveria ter, pois foi uma potência mundial nos séculos XIV/XV. Deveria ser intitulada de “potência re-emergente”, se é que existe esse termo. A verdade é que, como um dos líderes dos países emergentes, incluída nos chamados “BRICS”, tem uma situação pior do que a do Brasil, esse, sim, um emergente de fato, com idéias e perspectivas novas e inúmeras potencialidades e riquezas. A rigor, dos chamdados, BRICS, o único que pode ser considerado “emergente” – que aparece com cara nova, com discurso e alternativas novos, assim como com robustas perspectivas futuras – é o Brasil. A Rússia já é conhecida por seu poder militar, muitas riquezas naturais, mas idéias velhas num território marcado pelo esfacelamento da ex-URSS, por conflitos de minorias étnicas e um crônico problema de corrupção. A Índia, milenar, tb com enorme parcela da população vivendo na extrema pobreza, e com conflitos étnicos e sociais – um anacrônico e inviável sistema de castas – além da contenda com o Paquistão, relativamente à Caxemira. A África do Sul, recém integrada ao BRICS, luta tb com inúmeros problemas, que vai desde a ainda insipiente convivência racial entre negros e brancos, passando pela grave epidemia de AIDS, que atinge milhões de sul-africanos e pela violência crônica das grandes cidades, e desembocando numa certa crise de identidade, como Nação, que só recentemente começou a acordar para a democracia. Assim, do bloco do BRICS, o Brasil, sim, é o que tem um futuro, se não inteiramente esplendoroso, mas com menos sofrimento, mais promissor, em termos de bem-estar de sua população e de aproveitamento de suas inúmeras riquezas. Portanto, me desculpem, mas a China está longe de ser uma “potência”, ao menos em termos de bem-estar da totalidade de seu povo. É, antes de tudo, politicamente, uma ditadura de estado que tenta praticar uma castrante e protecionista economia de mercado. Prá China se tornar uma Potência, de fato, tem que distribuir melhor sua riqueza – cuja distribuição é pior do que a do Brasil – e se enveredar pelo caminho da democracia, retirando a mordaça de sei povo. Agora, que tem condições prá se tornar uma potência, de fato – e digo em termos, principalmente, de IDH – lá isso tem. Mas precisa, antes, resolver seus problemas, que são muitos.

    • Josbach,
      O conceito de potência mundial contido no texto é puramente econômico. A China é a segunda economia do mundo e a primeira em reservas cambiais em seu Banco Central (cerca de US$ 2,8 trilhões).
      Obrigado pelas informações.

  3. Vanessa Reis Says:

    Prof. Marcos Brandão, parabéns pelo seu site! Sou pre-vestibulanda de medicina, estou há 4 anos estudando e nunca tinha visto um site tão bom de geografia! Parei aqui por acaso há 2 semanas, pesquisado sobre os climas do Brasil, e hoje já li quase todos os seus artigos! Mas esse sobre a China tive de deixar o meu comentário, está excelente (não que os outros não estejam, claro) e SUPER completo! Estou torcendo que caia bastante China no vestibular da UnB amanhã, porque com a leitura desse texto pude aprender muito mais claramente um assunto tão complicado! Continue o seu trabalho que pode ter certeza que vc está ajudando muita gente! Obrigada!

    • Olá,
      Diante das palavras escritas eu é que sou compelido a dizer obrigado, muito obrigado mesmo Vanessa! São comentários como o seu que nos fazem continuar esse trabalhão de administrar este blog.
      Espero e desejo que você faça uma ótima prova amanhã e passe no esperado vestibular para medicina.
      O pensamento aqui é que quando você sabe algo a mais que outras pessoas, de nada adianta se você não achar uma maneira para ajudá-las, pois todas as pessoas têm um papel social, e o importante é descobrí-lo o quanto antes.
      Boa sorte!

  4. Professor,

    Tenho uma dúvida e gostaria de ajuda por favor.

    Li outro dia um comentário que afirmava que a principal razão do crescimento do PIB chinês a ponto de ultrapassar o Japonês é decorrente da tecnologia ultrapassada do Japão. essa afirmativa me deixou intrigado por favor me ajude a esclarecer essa dúvida…

    Obrigado.

    • André,
      Não acredite em tudo que você lê por aí. Essa informação do PIB Chinês não procede.
      O principal motivo do PIB chinês ter ultrapassado o japonês foi por causa da queda nas exportações e no consumo interno, desencadeada pela recessão de 2008/2009, que prejudicou o desempenho do Japão. Já a China teve um excelente desempenho no setor manufatureiro. Segundo a BBC, a China é hoje o principal parceiro econômico do Japão. Empresas de eletrônicos como a Sony e fabricantes de carros como Honda e Toyota ganham cada vez mais espaço no gigante mercado chinês.
      Espero ter ajudado e eu é que agradeço a visita e comentário.

  5. NOSSA ESSE PESQUISA SOBRE A CHINA ME AJUDOU MUITO
    A ENTENDER DIVERSOS ASSUNTOS QUE FORAM ESQUECIDOS
    E QUE AGORA PODEMOS ENTENDER UM POUCO MAIS
    O QUE SE PASSOU..

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